domingo, 29 de Julho de 2007
QUEM ÉS Ó CRIATURA DA NOITE?

Nos anos 80 houve figuras míticas a quem nunca vimos o rosto. Desde a "Mulher de Branco" até à "Criatura da Noite" tão proclamada nas letras dos temas orelhudos que gravava nas cassetes, que mais tarde, fiz questão de queimar, por achar que constituiam a prova cabal que qualquer inimigo precisaria para me incriminar pelo meu mau gosto musical.

Com ou sem provas do crime, a criatura da noite continua a assolar-me em músicas como a de Sandra ou mesmo de Miss Branningham. Ambas falam de uma tal de "Creature of the Night". Se em criança/adolescente tinha medo, agora que venha a tal criatura, que com a crise que se instalou o melhor é não me fazer de rogada.

Laura Braningham - Self Control
Sandra Maria Magdalena
Alphaville - Sounds Like a Melody (Maxi Single)
Jermaine Jackson e Pia Zadora - When the rain beggins to fall
Michael Sambelo - Maniac
Bonnie Tyler - I need a Hero

Os alemães e os italianos podem ser super potências mas sempre foram sinceramente maus em termos musicais. Desde o euro-disco que o panorama não teve melhoras nenhumas. Lembro-me de andar nos carrinhos de choque ao som de músicas que ainda hoje reconhecemos como "músicas de carrinhos de choque". Não se consegue definir exactamente, mas sabemos reconhecer quando ouvimos...e nesta emissão só faltou mesmo os carrinhos porque com tanto euro-disco acho que muitos ouvintes entraram em "choque". Espero não ter causado danos irrecuperaveis!

Alice Cooper - Poison
FireHouse - Reach out the sky
Europe Rock The Night
Poison - Unskinny Bop


O Hair Metal continua a ser relembrado como a vergonha do Rock. Os cabelos compridos, as permanentes farfalhudas, as peitaças ao leu (essa parte até que era bem gira) e a maquilhagem...muita maquilhagem! Sim, era mais cabelo que outra coisa, os músicos pareciam bonecas insufláveis de vozes esganiçadas...mas era esse mesmo o espírito. A celebração da estupidez! E como diz o ditado, o que se quer é descontração e estupidez natural....e isso havia aos quilos nos 80s!
quarta-feira, 25 de Julho de 2007
ERA BOM, NÃO FOI?
Pretty in Pink é o anti-programa que tem como objectivo principal chatear todos quantos acham que os 80s são uma mancha na história da Pop. Todas as semanas, uma hora das memórias sonoras mais vergonhosas da década, em que se começou a banalizar na MTV expressões como, "When you want to come" - tema Relax dos Frankie Goes to Hollywood. Sabendo do histórico da banda, é fácil de concluír que a frase é mais do que um devaneio metafórico e artístico.


Billy Ocean - Loverboy
Holly Johnson - Americanos
Jermaine Stewart - We Don't Need to Take Our Cloths Off


Nesta altura altura não havia Internet, lembram-se? O que nos restava fazer? Ver as emissões do Festival da Eurovisão. Para mal dos meus pecados, gravei algumas delas, com um velho rádio de pilhas encostado à coluna da televisão Radiola. Sandra Kim em 80 foi uma lufada de ar fresco no evento. Com música orelhuda fez as delícias das miúdas da minha geração que ouviam o tema à exaustão. Às vezes aparecia o teledisco na TV e para os nossos olhos virginais era fascinante ver a "piquena" Sandra Kim a comer um gelado, ou sorvete como se dizia na altura, com dimensões extraordinárias para um país como Portugal. Eu pedia o corneto à minha mãe, no mínimo levava um - perna de pau - e no máximo uma lambada na "corneta" para aprender a não ser lambona.

Sandra Kim - J'aime La Vie
Irresistible (Comme un Oragon)
Falco - Jeanny
Human League - Human
Joy - Touch By Touch (Maxi Single)
Modern Talking - Cherry Cherry Lady
Selena - Dreaming Of You
Shanice - I Love Your Smile

Sinceramente vivi com mais intensidade o início dos anos 90. O fascínio pelos 80s veio tarde, porque quando eles passaram pela minha vida, eu era uma criança problemática que vivia escondida dos fantasmas . Em 90s a minha estabilidade mental e emocional ajudou a que a música pudesse fazer parte da minha vida, de uma forma permanente e que de alguma maneira fizesse parte da terapia de uma criança problema. Vi o surgimento do Grunge e embora considere que os Nirvana são emblemáticos, tal como os Doors o foram em 70s, ao ouvido falam-me outras músicas mais Pop simplesmente porque me faziam sentir bem.